Justiça por Maria Aparecida Clemente: GAECO cumpriu mandado de prisão contra o viúvo da promotora

Após 21 anos do assassinato da promotora de Justiça Maria Aparecida Clemente, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) cumpriu mandado de prisão nesta terça-feira, 11 de outubro de 2022, contra José Aderval Clemente, viúvo da promotora.

A prisão de José Aderval Clemente ocorreu em Aracaju, e só foi possível com o apoio operacional do GAECO/MPPE, GAECO/MPSE e do NIMPE. Como entidade de classe, destacamos ainda o trabalho dos promotores de Justiça de Igarassu, Ana Clézia e José Soares, que têm atuado de forma séria e dedicada neste caso.

Como entidade de classe, a Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPPE) sempre acompanhou o andamento da busca por justiça pela colega cruelmente assassinada. “Hoje é um dia muito importante para a história do nosso MPPE. Estamos dando mais um passo em direção à realização de justiça por nossa colega Maria Aparecida Clemente. A memória da nossa associada necessita ser honrada, com um julgamento justo”, afirmou a presidenta da AMPPE, Deluse Amaral.

Quem foi Maria Aparecida Clemente

Maria Aparecida da Silva era natural de Água Preta-PE, e tinha 27 anos de idade quando iniciou o exercício como promotora de Justiça da Comarca de Flores, em 17 de maio de 1982. No mesmo ano, alterava a ficha funcional, por meio de despacho do procurador-geral de Justiça, Portaria nº 335 de 7 de julho de 1982, acrescentando o sobrenome de casada Clemente.

A promotora atuou também nas Comarcas de Limoeiro, Toritama, Caruaru, Jaboatão dos Guararapes até chegar à Capital. Era a 26ª promotora de Justiça Cível do Recife, com atuação na Vara da Fazenda Pública, de postura calma, voz agradável e marcante, como os colegas a descreveram.

*Com informações do MPPE